A UFSC e a Ditadura Militar:
fatos e personagens

A UFSC e a Ditadura Militar: fatos e personagens

A exposição virtual “A UFSC e a Ditadura Militar: Fatos e Personagens” foi desenvolvida como um projeto de extensão do Curso de Museologia, teve início em 2019, contemplado com o edital Bolsa Cultura, e em 2020 continuou com o edital PROBOLSA 2020. O site teve seu lançamento oficial em 07 de julho de 2020, e continuou a ser atualizado até dezembro de 2020. Atualmente o projeto de extensão encontra-se encerrado.

Esta exposição apresenta com base no Relatório da Comissão Memória e Verdade da UFSC, entre os anos de 1961 a 1981, alguns dos acontecimentos, lugares e personagens que protagonizaram momentos de resistência em confronto direto com o Estado e a violência causada por ele no período da ditadura militar em Florianópolis.

Os lugares com maior ocorrência das manifestações e repressões foram a Universidade Federal de Santa Catarina e o centro da cidade, ambos locais com número expressivo de pessoas e diversidade social, econômica e cultural. A narrativa construída nesta exposição visa explorar como estudantes, professores e técnicos-administrativos da UFSC, participaram ativamente de grupos que lutaram por seus direitos e por um espaço democrático, bem como expõe como esses atores sociais sofreram ao longo do período ditatorial por não aceitarem as condições impostas pelo período militar.

Esta exposição faz parte do projeto de extensão “Exposição virtual sobre Memória e Direitos Humanos”, da Coordenadoria Especial de Museologia, vinculado ao Instituto Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (IMDH/UFSC), que visa disponibilizar parte das pesquisas iconográficas, bibliográficas e documentais realizadas pela Comissão Memória e Verdade da UFSC (CMV/UFSC).

A exposição virtual “A UFSC e a Ditadura Militar: Fatos e Personagens” foi desenvolvida como um projeto de extensão do Curso de Museologia, teve início em 2019, contemplado com o edital Bolsa Cultura, e em 2020 continuou com o edital PROBOLSA 2020. O site teve seu lançamento oficial em 07 de julho de 2020, e continuou a ser atualizado até dezembro de 2020. Atualmente o projeto de extensão encontra-se encerrado.

A exposição virtual “A UFSC e a Ditadura Militar: Fatos e Personagens” foi desenvolvida como um projeto de extensão do Curso de Museologia, teve início em 2019, contemplado com o edital Bolsa Cultura, e em 2020 continuou com o edital PROBOLSA 2020. O site teve seu lançamento oficial em 07 de julho de 2020, e continuou a ser atualizado até dezembro de 2020, porém atualmente o projeto de extensão encontra-se encerrado.

Esta exposição apresenta com base no Relatório da Comissão Memória e Verdade da UFSC, entre os anos de 1961 a 1981, alguns dos acontecimentos, lugares e personagens que protagonizaram momentos de resistência em confronto direto com o Estado e a violência causada por ele no período da ditadura militar em Florianópolis.

Os lugares com maior ocorrência das manifestações e repressões foram a Universidade Federal de Santa Catarina e o centro da cidade, ambos locais com número expressivo de pessoas e diversidade social, econômica e cultural. A narrativa construída nesta exposição visa explorar como estudantes, professores e técnicos-administrativos da UFSC, participaram ativamente de grupos que lutaram por seus direitos e por um espaço democrático, bem como expõe como esses atores sociais sofreram ao longo do período ditatorial por não aceitarem as condições impostas pelo período militar.

Esta exposição faz parte do projeto de extensão “Exposição virtual sobre Memória e Direitos Humanos”, da Coordenadoria Especial de Museologia, vinculado ao Instituto Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (IMDH/UFSC), que visa disponibilizar parte das pesquisas iconográficas, bibliográficas e documentais realizadas pela Comissão Memória e Verdade da UFSC (CMV/UFSC).

Mapa de acontecimentos

1961

1962

1964

1965

1968

1975

1979

1980

1981

Instruções

  • Utilize o botão de rolagem do seu mouse ou a tecla “+” do teclado para aproximar dos locais.
 
  •  Aperte sobre o ícone escolhido no mapa e navegue sobre a barra lateral que contém a informação (a imagem será ampliada se clicar em cima da mesma).

 

  • Clique no ícone ao lado de “Exposição Virtual CMV” para explorar os acontecimentos por ano.

Mapa de acontecimentos

(Selecione os ícones no mapa e explore)

Personagens da História

Gil Bráz de Lima
Gil Bráz de Lima

Nascido em 29 de março de 1947, em Itajaí, Santa Catarina, Gil era filho de José Adil de Lima e Teodora de Lima. Seu pai, José Adil, era membro do Partido Comunista Brasileiro, no qual ingressou em 1946, foi presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, participou do Movimento Negro de Itajaí.

Gil Bráz de Lima, ex-estudante de Engenharia Mecânica foi preso em 11 de fevereiro de 1969 dentro da Universidade Federal de Santa Catarina, enquanto distribuía panfletos para turmas de calouros na Faculdade de Direito. Foi torturado e perseguido nos anos seguintes e tornou-se um dos casos analisados com mais atenção, pois recebeu uma pena muito maior que a de seus colegas. Passou os anos seguintes sofrendo sucessivas perdas de emprego, mudando-se de cidade, passando por novas prisões e até um sequestro na saída para o trabalho, no qual ficou desaparecido por mais de seis semanas.

Depoimento de Maria Bernadete de Lima, Viúva de Gil:
(...) aí no começo de 69 ele foi fazer uma panfletagem na Faculdade de Direito, ele e o Roberto Cascaes, que era filho de um juiz aqui de Florianópolis, muito conhecido por sinal. Daí ele e Roberto Cascaes foram fazer essa panfletagem, pedindo algumas melhorias na Faculdade, só que como estava em cima do AI-5 eles foram presos. Teve muitos que estavam juntos também mas fugiram, e só eles dois foram presos. Aí ficaram aqui na delegacia de Biguaçu, uns 15 ou 20 dias sofrendo tortura. (...)

Gil Bráz de Lima foi um dos poucos, ou o único, estudante negro a fazer parte do movimento estudantil a partir da metade da década de 1960.

Depoimento de Maria:

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Personagens da História

Gil Bráz de Lima
Gil Bráz de Lima

Nascido em 29 de março de 1947, em Itajaí, Santa Catarina, Gil era filho de José Adil de Lima e Teodora de Lima. Seu pai, José Adil, era membro do Partido Comunista Brasileiro, no qual ingressou em 1946, foi presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, participou do Movimento Negro de Itajaí.

Gil Bráz de Lima, ex-estudante de Engenharia Mecânica foi preso em 11 de fevereiro de 1969 dentro da Universidade Federal de Santa Catarina, enquanto distribuía panfletos para turmas de calouros na Faculdade de Direito. Foi torturado e perseguido nos anos seguintes e tornou-se um dos casos analisados com mais atenção, pois recebeu uma pena muito maior que a de seus colegas. Passou os anos seguintes sofrendo sucessivas perdas de emprego, mudando-se de cidade, passando por novas prisões e até um sequestro na saída para o trabalho, no qual ficou desaparecido por mais de seis semanas.

Depoimento de Maria Bernadete de Lima, Viúva de Gil:
(...) aí no começo de 69 ele foi fazer uma panfletagem na Faculdade de Direito, ele e o Roberto Cascaes, que era filho de um juiz aqui de Florianópolis, muito conhecido por sinal. Daí ele e Roberto Cascaes foram fazer essa panfletagem, pedindo algumas melhorias na Faculdade, só que como estava em cima do AI-5 eles foram presos. Teve muitos que estavam juntos também mas fugiram, e só eles dois foram presos. Aí ficaram aqui na delegacia de Biguaçu, uns 15 ou 20 dias sofrendo tortura. (...)

Gil Bráz de Lima foi um dos poucos, ou o único, estudante negro a fazer parte do movimento estudantil a partir da metade da década de 1960.

Depoimento de Maria:

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Assembleia de professores e estudantes da UFSC, em 27/08/1981, no ginásio do Centro de Desportos.
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Assembleia de professores e estudantes da UFSC, em 27/08/1981, no ginásio do Centro de Desportos.
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Ficha Técnica

Concepção e Montagem: Renata Padilha, Thainá Castro, Luísa May, Larissa Wentland e Ian Reis.

Assistência técnica: Roberto Willrich e Laura Tuyama

Projeto de Extensão: Exposição virtual sobre Memória e Direitos Humanos – Bolsa Cultura (2019) e PROBOLSA (2020).

Pesquisa, acervo e coordenação: Instituto Memória e Direitos Humanos – (IMDH/UFSC)

Site do IMDH – https://imdh.ufsc.br/

Fonte: Relatório Comissão Memória e Verdade da UFSC – (CMV/UFSC)

Acervo/IMDH – https://www.memoriaedireitoshumanos.ufsc.br

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